Tuesday, June 3, 2014

Somos a Firma Carlos César e Associados



Somos a Firma Carlos César e Associados


Distribuímos ajustes directos a todos os amigos e amiguinhos da nossa cor política e do desgoverno a que presido.
Nas nossas instalações poderá encontrar estórias da carochinha e, também, como assim o diz o provérbio: “todo o bocadinho acrescenta, disse o rato. E fez chichi no mar.”
Enquanto Carlos César não se cansa de ilustrar com a habitual demagogia política, de lhe é peculiar, sobre o quão maravilhoso é o facto de os Açores estarem preparados para a crise. Porém, a história é outra, se não, vejamos: cerca de 16 000 pessoas dependem directamente da construção civil. José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos - in Açoriano Oriental -, “Temos tido muita procura de empresas nacionais porque sabem que o governo regional é bom pagador. Este é um mercado aberto, pelo que as empresas regionais devem ter instrumentos de defesa baseados na competitividade”. Deste modo, recentemente, retirou-se a “papinha” a todos quantos ainda acreditam em estórias da carochinha.
E, então, aonde se situa o apelo de Carlos César: "Temos que consumir o que é nosso, preferir as empresas que são nossas, recorrer aos prestadores de serviços que têm sede na nossa região", enorme hipocrisia, ou seja, retira-se o tapete, a quem acreditou. O líder, Carlos César, acrescenta: “o consumo de produtos açorianos permite ajudar o orçamento da região”, este senhor ousa dizer que defende os Açores e os Açorianos? Apenas continua a divagar em devaneios para o povinho que se dane, porque acredita em estórias em preteria de factos. Mais, disse José Contente: “As empresas têm de se ajustar ao mercado, têm que ter flexibilidade para garantir a sua sustentabilidade”, afirmou, frisando que “o investimento público não pode suprir a retracção que ocorreu no investimento privado”.
É do conhecimento público que o grupo Marques está a regularizar com a banca uma dívida de 180 milhões de euros, de todos os outros, pouco se sabe, mas, muito se diz… os pedidos de insolvência, de empresas regionais, são uma constante, e ainda a procissão vai no adro. A realidade demonstrada, pelo excesso de oferta, no parque habitacional regional, é que o investimento privado não se vende, isto sabe José Contente e Carlos César, a este facto, juntamos uma “pitada” das resoluções da Troika e, do malfadado “acordo”, demasiadamente penalizador para os Açorianos, aqui designados por Naif, e, tudo irá ser muito pior! Contudo, entretanto, José Contente ao enfatizar o sector das obras públicas regionais, assim, desmorona o baralho de cartas que César constrói para Naif digerir.
Quando Naif perceber que não tem pão na mesa, e, no final do mês, tiver que entregar a casa ao banco, ou seja, quando Naif,-  isto é, milhares de Naif - se aperceberem de que o quadro Naif de Carlos César, e dos demais, da Firma Carlos César e Associados, não passa de um embuste e de uma enorme falácia para Naif,  - isto é um imaginário muito fértil (…) - voltaremos a reviver os conturbados tempos anárquicos do pós 25 de Abril.
Entretanto, se Naif tiver internet, deverá consultar os milhões que são dispendidos na base do ajuste directo, pela Firma Carlos César e Associados, aos associados: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/GenSearch.aspx  (na caixa de pesquisa deverá escrever “Açores”), portanto, como se poderá constatar, “consumir o que é nosso”, é estória: o dinheiro público voa direitinho para fora da região, e, história é, porque é factual, dinheiro não falta, para: Carlos César, Luísa César, Francisco César e associados, porque para eles : (…) (as medidas de austeridade que vão ser decididas) não me suscitam preocupação irreparável”, afirmou Carlos César.
Faz o Senhor Naif/leitor parte do grupo beija-mão? – Não! - Pensava que sim…! Porque, a ausência de um manifesto repúdio público, contra esta grande farsa, indicia que o leitor também faz parte dos associados.
Mário Feijoca


(Publicado no Açoriano Oriental)

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