Somos a
Firma Carlos César e Associados
Distribuímos ajustes directos a todos os amigos e amiguinhos
da nossa cor política e do desgoverno a que presido.
Nas nossas instalações poderá encontrar estórias da
carochinha e, também, como assim o diz o provérbio: “todo o bocadinho
acrescenta, disse o rato. E fez chichi no mar.”
Enquanto Carlos César não se cansa de ilustrar com a
habitual demagogia política, de lhe é peculiar, sobre o quão maravilhoso é o
facto de os Açores estarem preparados para a crise. Porém, a história é outra,
se não, vejamos: cerca de 16 000 pessoas dependem directamente da construção civil.
José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos - in
Açoriano Oriental -, “Temos tido muita procura de empresas nacionais porque
sabem que o governo regional é bom pagador. Este é um mercado aberto, pelo que
as empresas regionais devem ter instrumentos de defesa baseados na
competitividade”. Deste modo, recentemente, retirou-se a “papinha” a todos
quantos ainda acreditam em estórias da carochinha.
E, então, aonde se situa o apelo de Carlos César:
"Temos que consumir o que é nosso, preferir as empresas que são nossas,
recorrer aos prestadores de serviços que têm sede na nossa região", enorme
hipocrisia, ou seja, retira-se o tapete, a quem acreditou. O líder, Carlos
César, acrescenta: “o consumo de produtos açorianos permite ajudar o orçamento
da região”, este senhor ousa dizer que defende os Açores e os Açorianos? Apenas
continua a divagar em devaneios para o povinho que se dane, porque acredita em
estórias em preteria de factos. Mais, disse José Contente: “As empresas têm de
se ajustar ao mercado, têm que ter flexibilidade para garantir a sua
sustentabilidade”, afirmou, frisando que “o investimento público não pode suprir
a retracção que ocorreu no investimento privado”.
É do conhecimento público que o grupo Marques está a
regularizar com a banca uma dívida de 180 milhões de euros, de todos os outros,
pouco se sabe, mas, muito se diz… os pedidos de insolvência, de empresas
regionais, são uma constante, e ainda a procissão vai no adro. A realidade demonstrada,
pelo excesso de oferta, no parque habitacional regional, é que o investimento
privado não se vende, isto sabe José Contente e Carlos César, a este facto, juntamos
uma “pitada” das resoluções da Troika e, do malfadado “acordo”, demasiadamente
penalizador para os Açorianos, aqui designados por Naif, e, tudo irá ser muito
pior! Contudo, entretanto, José Contente ao enfatizar o sector das obras
públicas regionais, assim, desmorona o baralho de cartas que César constrói
para Naif digerir.
Quando Naif perceber que não tem pão na mesa, e, no final do
mês, tiver que entregar a casa ao banco, ou seja, quando Naif,- isto é, milhares de Naif - se aperceberem de
que o quadro Naif de Carlos César, e dos demais, da Firma Carlos César e
Associados, não passa de um embuste e de uma enorme falácia para Naif, - isto é um imaginário muito fértil (…) - voltaremos
a reviver os conturbados tempos anárquicos do pós 25 de Abril.
Entretanto, se Naif tiver internet, deverá consultar os
milhões que são dispendidos na base do ajuste directo, pela Firma Carlos César
e Associados, aos associados: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/GenSearch.aspx
(na caixa de pesquisa deverá escrever “Açores”),
portanto, como se poderá constatar, “consumir o que é nosso”, é estória: o
dinheiro público voa direitinho para fora da região, e, história é, porque é
factual, dinheiro não falta, para: Carlos César, Luísa César, Francisco César e
associados, porque para eles : (…) (as medidas de austeridade que vão ser decididas) não me
suscitam preocupação irreparável”, afirmou Carlos César.
Faz o Senhor Naif/leitor parte do grupo beija-mão? – Não! -
Pensava que sim…! Porque, a ausência de um manifesto repúdio público, contra
esta grande farsa, indicia que o leitor também faz parte dos associados.
Mário Feijoca
(Publicado no Açoriano Oriental)
(Publicado no Açoriano Oriental)
